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A fé, como justiça.




Por: Luiz Clédio Monteiro

O homem bom, tem orgulho de sua bondade, e sente-se salvo por obedecer às regras. Se, temos então a certeza da salvação por sermos bons, e crentes, então a salvação não é um dom gratuito da Graça de Deus, mas sim, uma retribuição dada somente aos bons homens, pelas boas obras prestadas como cidadão e cristão.

Mas Abraão, o pai da fé, não teve nenhum embasamento que justificasse o seu chamado por Deus para sua salvação. Abraão, não obedeceu nenhuma lei judaica, pois ainda nem sequer existia o judaísmo, e nem a circuncisão tinha feito, pois essa foi posteriormente criada por justificação da sua fé, e não como ato de remissão de pecado. Na verdade somos como Abraão, salvos pela fé e não pelo legalismo de ritos, como o batismo em si.

Quando desviado andava todos nós, para a esquerda e para a direita. Ouvimos a palavra da salvação, falada por Deus, aos nossos ouvidos por trás de nós, (Is. 30:21). O coração, estava cheio de pecado e coisas torpes, não obedecíamos nenhuma lei cristã, e não tínhamos o Espírito Santo. Ao crermos na Palavra Sagrada sobre Jesus, fomos salvo. O batismo, no entanto, é um sinal externo do perdão que já tínhamos recebido; justificando a nossa fé, no impossível ato de sentir-nos salvo por Jesus Cristo, como pecador; declarado justo, e bom diante de Deus.

Só então salvo, foi que descobrimos que o mundo não é deus e não pode oferecer nenhuma proteção. Devendo vivermos de acordo com as normas da Nova Aliança, que asseguram a solidariedade perene entre nós, tendo Jesus com nosso aliado. No mais, Deus é o Senhor da vida, é Ele que desfará toda opressão, libertando do mal quem quer, que, Ele queira, independente de merecimento; como foi conosco, quando pagão, achamos a misericórdia divina pela fé em Cristo.

Qualquer um que queira satisfazer a Deus, tentando obedecer às leis; é suspeito, falhará. É uma espécie de ímpio, por que não tem consideração nem por Deus, nem pelos irmãos. Pois não crer na promessa de Deus, de dar vida aos mortos (culpados).

A única maneira de agradarmos a Deus, é crendo em seu Filho, Jesus Cristo. Todos os pecadores que assim o fizerem, causará complacência, e satisfação agradável aos olhos de Deus. Mesmo que condenados pela lei, Deus, os salvará da sua própria ira. Porque feliz, bem-aventurado e digno de inveja, é o pecador indigno, desprezado, que é declarado sem culpa por Deus (Rm. 4:6-7). Ele verá sua salvação com tanta convicção, como se ela já pertencesse ao seu passado (Rm. 4: 17).

Ter fé, e entregar a própria vida a Deus, é esperar contra toda esperança. A justiça do crente salvo é a fé confiante de que Deus pode realizar tudo o que promete, quando acreditamos que Ele ressuscitou Jesus Cristo, dentre os mortos, para nos livrar da morte do pecado, e nos dar a vida nova.

Deus, declara que os pecadores são bons aos seus olhos, se eles crerem que Cristo pode salva-los da ira de Deus (Rm. 4:5).
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