ROMPENDO EM FÉ.

ROMPENDO EM FÉ.


ROMPENDO EM FÉ. 

Por: Luiz Clédio Monteiro

Agora eu sei que romper em fé não é crer, que, se o mar não se abrir, Deus fará você andar por sobre as águas. Não. Rompendo em fé dessa forma é romper à força pela condição da resposta favorável a sua necessidade. É uma contrapartida pela fé que se tem. O verdadeiro romper em fé, não depende do mar se abrir ou não; e, nem mesmo se Deus vai ou não fazer você andar por sobre as águas como alternativa. Na verdade, rompendo em fé é sentir-se transbordando de vontade de obedecer a Cristo, mesmo sabendo que as nossas precisões não dependem da obediência, mas da Graça de Deus.
Embora a nossa confiança seja agradável a Deus, devemos sempre clamar: “Senhor não retire de nós a tua misericórdia. Liberta-nos, segundo as tuas maravilhas!” (Dn.3)

Sidrac, Misac e Abdênago representam o símbolo do “Romper em Fé” quando desafiaram uma ordem do rei Nabuco, e responderam: “Não precisamos responder nada a essa ordem. Existe o nosso Deus, a quem adoramos, e que nos pode livrar da fornalha ardente, libertando-nos da mão de Vossa Majestade. Mesmo que isso não aconteça, fique Vossa Majestade sabendo que nós não adoraremos o seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro construída por Vossa Majestade” (Dn. 3: 17-18).

Devemos resistir às pretensões de servir em funções importantes a fim de manter a nossa fé que é a carne da identidade espiritual do cristão, e, que pode ser destruída pela idolatria. Deus, porém, é o Senhor da história e da vida, a luz de todos os mistérios e dirige os acontecimentos com sabedoria; discerne a realização dos projetos; dos acontecimentos. Sem fé, o homem é uma palha que o vento carrega.

Mas se a pessoa se embriaga com o poder do entendimento, julgando-se auto-suficiente em sua fé, ela perde a razão de adorador; e, torna-se um cobrador ferino da sua religião; como se a fé que possuísse fosse nascida dela, e não de um dom de Deus. Cuidemos para não perdermos a dignidade de sempre reconhecer que tudo depende unicamente de vontade soberana de Deus, como Senhor absoluto da vida. Não importando o grau da nossa obra, dedicação e fé. 

“Todos os que adoram o Senhor, Deus dos deuses, bendigam o Senhor: louvem e dêem graças ao Senhor, porque a sua misericórdia é para sempre” (Dn. 3: 90).