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As fronteiras do Reino.



As fronteiras do Reino.

Por: Luiz Clédio Monteiro

“Eu digo a vocês: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino do Céu junto com Abraão, Isaac e Jacó. Enquanto os herdeiros do Reino serão jogados nas trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes”. (Mt. 8: 11-12).

Em um só dia pude ver a largura e o comprimento das fronteiras do Reino como também pude ver quão rasa é a profundidade da fé; e, tão baixa as chamas da compaixão dos que estão avançando contra a Graça pacífica de Deus, marginalizam o povo de conhecerem profundamente a Deus e experimentarem todas as dimensões trazidas pelo amor de Cristo para uma autêntica vida comunitária que vai além de todo conhecimento e só pode ser experimentada na vivência com dedicação (Ef. 3: 18).

O verdadeiro cristão almeja testemunhar os feitos de Cristo. Entretanto é negado descaradamente pelos enciumados monopolizadores da fé cristã. Assim foi como um amigo que, envolvido em profunda tristeza confessou-me ter sido chacoteado pelo pastor da sua igreja ao narrar ao mesmo, à prévia do que seria seu testemunho. O escriba moderno achou que o simplório irmão estava exagerando ao narrar que Deus pelo nome de Jesus havia curado uma pessoa enferma pelo CA, quando essa participou de secções de quimioterapia.  O escriba pragmático achou que o irmão estava conferindo a Deus o que a medicina fez por si só. Finalizando, com apoio de outros doutores das escrituras impediram que um cristão pudesse dar a Deus o que era de Deus; preferindo dar a Cesar o que de fato era de Deus. Misericórdia. 

Horas atrás, eu estava participando de uma reunião de negócio. Em certa altura o contador da firma começou a falar do seu passado, tomado de um pragmatismo empolgante contava sua ascensão na vida. Seria um belo exemplo de perseverança se não estivesse recheado de soberba. O insensato contador que de pião de fazenda passou a ser latifundiário, e de auxiliar de pedreiro a contador, explanava sua história eufórico; quando em certo momento o empresário chefe da reunião, pediu a palavra, e falou com autoridade de quem deseja purificar a verdade: “amigo eu sei mais que ninguém o quanto você lutou para sair do seu estado de pião de fazenda e auxiliar de pedreiro para chegar a posseiro e contador de empresas. Contudo, quero dizer, que, esses acontecimentos não devem ser aferidos como mérito pessoal seu não. Mas sim de Deus, pois por alguma razão, Ele quis que a sua vida fosse transformada, assim sendo cabe a você apenas agradecer a Ele por esta surpresa agradável”. 

A presença da fé em Jesus liberta as pessoas do mal. Em resposta, elas se põem a agradecer a Deus pelo bem que liberta de tudo aquilo que os aliena e oprime (demônios). O contador não notou que Jesus havia realizado sua ação libertadora no sentido de inspirar sua fé, mesmo que para isso tivesse que usar alguém da área pagã, considerada propriedade do demônio. 

Saiba você que esse empresário nunca havia pisado os pés numa igreja. Pasme! O cara era um marginalizado da vida religiosa, mas pela fé, teve a sensibilidade de ver as mãos de Deus como responsável pelo sucesso daquele homem arrogante (muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa). Enquanto, que, o pastor, homem considerado salvo, no momento oportuno, não teve sabedoria para crer no testemunho do enfermo que teria sido curado pelas mãos de Deus (... Enquanto os herdeiros do Reino serão jogados nas trevas...). Porque a fronteira do Reino agora é a fé na palavra libertadora de Jesus. Mas para os que não crêem não há possibilidade de entrar no Reino de Deus. 

As situações críticas são sempre um termômetro que mede o grau de consciência da maturidade ou infantilidade da fé.
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