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Tem coisa mais simples que tomar café?

Não tem. Não. Entretanto para se chegar a esta situação confortável e prazerosa em que ao tomá-lo seu estado de espírito e sua disposição física melhora, não foi fácil.
São inúmeras as lendas sobre o aparecimento do costume de beber café. Desde que, em meados do século XV, um pastor da Etiópia, chamado Kaldi, notando que as cabras ao ingerirem os frutos de certo arbusto se tornavam mais vivas e adquiriam mais disposição, e então resolveu fazer uma infusão com os tais frutos e experimenta-la; os quais usados inteiros, posteriormente tornaram-se hábito tritura-las em pilões. A forma de preparar o café como vemos hoje, sofreu inúmera mudança.
Os árabes foram os primeiros cultivadores do café e em vão procuraram guardar tal privilégio.
Em 1727, chegou a Belém do Pará. Do Pará, o café foi levado para o Amazonas e Maranhão. A partir de 1830, o Brasil transformou-se no maior produtor de café do mundo.
Essa narrativa me lembra o projeto de Deus, que para transformar a história e leva-la em direção à liberdade e à vida plena para todos, sofreu inúmero momento de incompreensão até chegar a nossa linguagem, procurando discernir a Boa Notícia da Salvação na trama da história dos homens.
Na trajetória - Os acontecimentos fundantes narrados na Bíblia, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento, foram relidos pelo Povo de Deus e reescritos pelos autores sagrados por inspiração divina, em função das novas situações da história dos homens. Assim, foi-se explicitando, no correr do tempo, a mensagem de Deus, tal como se encontra em nossas mãos, pura e simples como um bom café, pronta para transformar (quando tomada), o nosso estado de espírito de acordo com a situação que nos envolve e atormenta, com respostas para nossos próprios problemas ou para os problemas do mundo em que vivemos.
A Palavra de Deus repercute em todos os campos da vida, avaliando suas necessidades e buscas, que reflete nos mais diversos campos: econômico, político, social e religioso.
Se quisermos equacionar a nossa situação hoje com as situações vividas pelo Povo de Deus há muito tempo atrás, como o café, que se dividiu em antes e depois dos árabes tentando fazer do cultivo da rubiácea (Cafeeiro), privilégio exclusivista. Na de Deus, houve também o antes e depois de Jesus. A busca é ver como Deus respondia às situações do seu povo, para descobrir também como Deus responde às buscas do povo de hoje.
Jesus, o Filho de Deus, se encarnou na terra e na história concreta do povo de Israel, assumindo sua história, tradições, cultura e religião. Fez do Antigo Testamento a inspiração. E a norma da sua palavra e atividade é realizar o projeto do Pai. Assim, Jesus tem realizado desde então, todas as promessas, trazendo o Reino de Deus para a vida daqueles que crêem. E foi com a luz do Antigo Testamento que os primeiros cristãos compreenderam o significado da pessoa e da atividade de Jesus e produziram pouco a pouco, os escritos do Novo Testamento. A mesma tarefa cabe a nós: ler e meditar o Antigo Testamento, a fim de compreender a pessoa de Jesus e continuar a sua palavra e ação na história do Novo Testamento ou Nova Aliança, onde encontramos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo.
Sua mensagem central é o próprio Filho de Deus, que veio ao mundo para estabelecer a aliança definitiva entre Deus e os homens. Sendo Deus-e-Homem, o próprio Jesus é a expressão total dessa aliança: ele mostra que Deus é Pai para os homens, e como os homens (agora de todas as noções) devem viver para se tornarem filhos de Deus. Como uma família em que todos são chamados a viver como irmãos, repartindo entre si todas as coisas. Essa grande reunião, onde tudo é partilha e fraternidade no amor, é o Reino de Deus que, semeado na história, vai crescendo até que se torne realidade para todos.
No século dezesseis, seus seguidores redescobriram esse ensinamento, descrevendo-o como "salvação pela graça apenas por meio da fé" (Efésios 2.8). Ainda assim, muitas pessoas não entendem nem o básico do que é a graça. Conhecer o contexto não é apenas questão de salvação, mas também, e principalmente, para conhecer e avaliar com mais objetividade o que significou a vida, a palavra e a ação de Jesus que o apresenta com Jesus Ressuscitado - Senhor da história, e mostra como os cristãos devem anunciá-lo e testemunhá-lo sem medo, enfrentando até mesmo a própria morte.


Luiz Clédio Monteiro Filho
São Luis – MA.
Jan 04
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