Presente, mas ausente

Ir aos domingos ao culto, e ficar atento ao sermão não significa, necessariamente, que você está ali.
Incoerência? Não - isso se chama "presenteísmo", ou seja, estar fisicamente presente no ambiente, porém, mental e emocionalmente ausente. Ou seja, você está ali, mas não consegue proveito como deveria.
Domingo passado na minha sala de visitante, uma moça me chamou a atenção, não quando ela me disse que estava afastada da igreja, mas quando ela foi categórica ao afirmar que nunca deixou de ir aos cultos dominicais. Confesso que fiquei impressionado com a sua alta análise. Ela se sentia afastada da igreja mesmo indo todos os domingos ao culto. No inicio ela era participativa, mas por fim, já não tinha interesse no ministério. Então ela se sentia ausente embora estivesse presente.
Verifique que pesquisas indicam que o "presenteísmo é a causa mais queda de rendimento do que a ausência da pessoa. E é difícil quantificar o estado físico e emocional de estar "mais ou menos presente"; vi também que os problemas decorrentes do estresse consomem cerca de 3% do PIB - Produto Interno Bruto –, contabilizando afastamentos e tratamentos médicos. O "presenteísmo" está, ainda, entre as causas devastadoras de estresse que pode levar à depressão e até mesmo ao suicídio. Nesta situação, a pessoa se sente, literalmente, sem saída. É que para quem vive isso, a situação também não é nada agradável... Em geral, são pessoas tomadas pelo desânimo, com níveis de estresse alto, e que sofrem conseqüências físicas e emocionais que podem contaminar, de maneira negativa suas ações.”
Fizemos uma avaliação e colocamos na balança a medida da alegria e também da insatisfação da sua vida espiritual. Vimos que a infelicidade da convivência familiar fez com que ela usasse a igreja como uma fuga e chegamos a uma conclusão de que Jesus não combina como remédio para infelicidade e sim como uma oportunidade única de mudança de vida. A pessoa tem que está disposta a abandonar a sua velha vida por uma nova vida com Cristo.
Creio que isto foi de algum modo uma notável interferência do Espírito Santo em nosso meio. Precisamos urgentemente identificar as pessoas “mais ou menos presentes” que se encontram nesta situação entre nós. Talvez ela seja (inconscientemente) a causa principal de uma contaminação silenciosa que está causando afastamento dos nossos membros. Visto que elas não participam das ações da igreja e ainda são criticas, com tendência ao perfeccionismo.
Vale a pena verificar: uma vez que a situação não se altera de um momento para o outro. As soluções não são mágicas, rápidas e nem simples – elas precisam de uma avaliação.

Luiz Clédio
Out 2006
(pesquisei com)
Ana Maria Rossi, Ph.D, é presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil) e representante do Brasil na Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA). Mais informações no site www.ismabrasil.com.br
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