Cinco exemplos para a justiça e a misericórdia.

As normas, preceitos, princípios, regras, não devem ser observadas simplesmente por ser lei, mas por aquilo que ela realiza de justiça. Cumprir a lei fielmente não significa subdividi-la em observâncias minuciosas, criando uma burocracia escravizante; significa, isto sim, buscar nela inspiração para a justiça e a misericórdia, a fim de que o homem tenha vida e relações mais fraternas (Mt. 5: 17-20). Cinco exemplos, para mostrar como é que uma lei deve ser entendida.
Ofensa e reconciliação - ‘Não mate!’ A lei que proíbe matar, proíbe esse ato desde a raiz, isto é, desde a mais simples ofensa ao irmão. Mesmo ofendido e inocente, o discípulo de Jesus deve ter a coragem de dar o primeiro passo para reconciliar-se. Caso se sinta culpado, procure urgentemente a reconciliação, porque sobre a sua culpa pesa um julgamento (v.21-26).
Adultério e fidelidade - ‘Não cometa adultério’ Jesus radicaliza até à interioridade a fidelidade matrimonial, apelando ao amor verdadeiro e leal. O adultério começa com o olhar de desejo, e o mal deve ser cortado pela raiz. (v. 27-32).
Juramento e verdade - ‘Não jure falso’ A necessidade de juramentos é sinal de que a mentira e a desconfiança pervertem as relações humanas. Jesus exige relacionamento em que as pessoas sejam verdadeiras e responsáveis (v. 33-37).
Violência e resistência - ‘Olho por olho e dente por dente!’ Como se pode superar a vingança ou até mesmo a “justa” punição? O Evangelho propõe atitude nova, a fim de eliminar pela raiz o círculo infernal da violência: a resistência ao inimigo não deve ser feita com as mesmas armas usadas por ele, mas através de comportamento que o desarme (v. 38-42).
Amar como o Pai ama - ‘Ame o seu próximo, e odeie o seu inimigo!’ Amar o inimigo é relacionamento humano para além das fronteiras que os homens costumam ir, é entrar em relação concreta com aquele que também é amado por Deus, mas que se apresenta como problema para mim. Os conflitos também são tarefas do amor. Os seguidores de Jesus, são convidados a um comportamento que os torne filhos testemunhando a justiça do Pai (v. 43-48).
Luiz Clédio
Maio/2007

(estudo bíblico)
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