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    sexta-feira, 12 de setembro de 2003

    O Preço da Obra



    O Preço da Obra

    A ti também, Senhor, pertence a benignidade; pois retribuis a cada um segundo a sua obra (Sl. 62:12).

    Amados, a verdade nunca vem da mentira. Estive pensando o quanto eu era humano em minhas atitudes espirituais. Da forma como eu tratava os negócios neste mundo secular, da mesma forma queria tratar as coisas de Deus, de modo a fazer da maneira mais cômoda, o que Jesus fizera com seus próprios esforços. Elaborava resultados baseado em ‘minhas verdades’ e não em sentimentos pragmáticos, e assim mantinha as normas que incentivava a minha ‘boa vida‘ ao invés de reprimi-la.

    Olhei para minhas obras, e vi que tudo nelas era pura vaidade; e frívolas, não tiveram proveito algum (Ec. 2:11). Eram interesses das profundezas do meu coração, onde mora a razão pela qual faço as coisas. Então, meu coração que amava o dinheiro, produzia obras feitas por dinheiro. Porem agora que ele é motivado pelo amor de Cristo, estou vendo obras das minhas mãos com mais verdade e justiça; e até o procedimento está mais fiel (Sl. 111:7), quando uso recurso financeiro para o dízimo e ofertas.

    Em Isaias 3:10, o Senhor diz que comeremos o fruto das nossas obras. É verdade. Elas são bases sobre a qual se assenta a condenação ou a santificação de quem a fez, uma vez, que, a obra pode refletir o norte da fé que temos em Deus ou as convicções das coisas deste mundo. Porque a obra levantada, pleiteia o julgamento do seu autor, frente ao Senhor (Is. 3:13), e levará consigo o resultado dos seus serviços.

    Vejo que a fé, é a preparação para a obra; de formas que, a obra, é como um estágio avançado da fé. Então posso arriscar em dizer que a obra retrata o espólio do nível da fé que temos no Senhor; na mesma circunstância em que o amor, se expressa nas ações e não somente em palavras (I Jo. 3:18).

    Contudo, a obra, por mais caridosa que ela seja, pode, no entanto, esconder ações extremamente corrupta, movidas por práticas idólatras por confiar em soluções políticas ou de estima pessoal; e não nas promessas de Deus. Somente o Senhor, que pode nos ver de dentro para fora, pode saber as razões que nos leva às obras.

    E na proporção em que o mundo vai tomado conhecimento das obras que fazemos, vamos tendo a consciência que elas não foram feitas somente para agradar a Deus (Mt. 6:3). E quem permite isto por vaidade, não pense que vai receber algum favor do Senhor, uma vez que, está agindo por conta própria.

    Devemos ter paciência no resultado da nossa fé, ela vai se aperfeiçoar e nos levará a fazer obras perfeitas (Tg. 2:17), da mesma forma quando plantamos uma semente e esperamos seu fruto. Às vezes não chegamos a colher o resultado, no entanto o remanescente serviu de alimento para muitos.

    Creio eu, que todas as obras nesta terra não passam de semeadura, uma vez, que, a obra da colheita, será feita por aquele que João viu sobre uma nuvem branca parecido com um ser humano com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice na mão (Ap. 14:14-16).

    Graça e paz. 

    Ir. Clédio Monteiro
    sexta-feira, 12 de setembro de 2003

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