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Chorar mais.





Chorar mais.

E então "Jesus chorou", compadecido [Jo. 11:1-46].

Eu devia ter chorado quando sorrir fazendo com que as pessoas imaginassem que eu era feliz; eu devia ter chorado de dor quando disse que a sua falta não doía; eu devia ter chorado de tristeza quando fingir estar alegre no dia em que você partiu; eu devia ter chora de alegria quando você me convidou para voltar e, por capricho eu não fui; eu devia ter chorado mais, muito mais, quando depois muito depois, a saudade de você bateu forte e para esquecer busquei me divertir. Porque o choro que reflete a verdade é igual ao que reflete sofrimento de um inocente.  

Eu devia ter chora a sua perda, como chorou Esaú no dia que lhe roubaram a benzedura; eu devi ter chorado e te ajudado como chorou José que tendo razão para vingar-se dos irmãos preferiu perdoá-los. Eu devia ter chorado ao rever-te como José chorou ao lançar-se nos braços do seu pai.  Eu devi ter chorado quando tu me encontraste da mesma forma que por compaixão Moises chorando foi tomado pela filha de Faraó. Eu devia ter chorado em alta voz ao te perder, contudo sentir raiva e desejei levantar gritos de alegria. Eu quero chorar, agora eu quero chorar e, não posso porque é tarde demais, parece que me desacostumei a chorar.

Às vezes sorrimos quando poderíamos ter chorado por confiar demais em nossa superioridade. O choro muda a mentalidade falsa e nos faz verdadeiros diante de Deus para receber o seu perdão. O choro produz dons pacíficos ao invés das confusões do sarcasmo. Chorar e lamentar as fatais tristezas momentâneas traz força para reconstruirmos o futuro sem medo de errar. Não tem cabimento pensarmos que a força positiva de um estado de alegria teórico possa superar o verdadeiro desabafo da alma num choro refletido na vontade da restauração divina. 

Vou chorar, pois sei que o choro é uma aflição da alma e, reter o choro prolonga sua agonia. O choro é bendito quando na presença do Senhor é acompanhado de súplica. Embora a alegria seja o estado de espírito que agrada a Deus, o choro arrasta a sua misericórdia para o consolo, fazendo a paz voltar a reinar. Quando chegar esse dia, consagrarei minha alegria ao Senhor e não prantearei as emoções, embora deseje chorar de alegria; e, para que todos saibam que eu esperava por ele, darei presentes aos pobres para que possam refletir o amor de Deus pelos que sofrem.

Devemos chorar quando for para chorar. A falsa alegria traz tristeza porque esconde a verdade. Há tempo de chorar com há tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria. Portanto o choro pode durar uma noite, mas é possível que pela manhã nossos lábios possam está cheios de alegria. Não creia no fatalismo, não somos meros ato no palco da vida. Nós podemos mudar as coisas, o seu curso, com o tempo; do contrário nada valeria a oração, e os preceitos de Deus sobre a promessa de recompensar nesta vida seus fieis [Ec. 2,26].

Como é difícil para nós, nos desfazermos da mascara que encobre nossos sentimentos. Se chorássemos mais, viveríamos mais leves e satisfeitos. 

Por: Luiz Clédio Monteiro Filho
Set/2013










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