Sonhei um sonho.




Sonhei um sonho.

Por: Luiz Clédio Monteiro.

E, lembrei-me do sonho: que eu era um dia, ajudante de um mensageiro de Deus. Ele já estava para ir embora quando se voltou para mim e disse – você também foi escolhido, eu já ia esquecendo de passar para você a sua parte. Então ele pegou na minha mão e disse – espere uma mensagem do Senhor; com ela virá a sua parte. Então perguntei – como receberei a mensagem? Ele disse – pelo seu celular. Meio que incrédulo perguntei – então Deus fala pelo celular? Ele – claro, como Deus haveria de se comunicar com os homens se não fosse através do que os homens podem ouvir?

Ele se foi; passaram-se alguns dias, quando repentinamente recebi a mensagem pelo meu celular e nela havia uma instrução de confirmação. Já estava para confirmar quando uma pessoa ao meu lado, que sabia também dessa mensagem, mas que não teve coragem de dar a confirmação, me interrompeu dizendo – não faça isso. Você vai sofrer muito, pois logo, logo você vai se transformar em algo horrível. Eu vi com meus olhos acontecer com muitas pessoas. Eu mesmo não tive coragem de confirmar.

Mas eu estava decidido. E, confirmei a mensagem. Bem, não aconteceu nada comigo. Eu continuava o mesmo. Fui para casa, dormi e quando acordei, qual não foi a minha surpresa. Eu havia me transformado em um lobo. Sim, um lobo feroz e faminto; já me via atacando as pessoas. Todo mundo corria de mim. Eu era um perigo mortal.

Fugi para as montanhas. La eu vi outras feras. Pessoas que estavam passando pela mesma metamorfose que a minha. Eram bichos esquisitos, das mais variadas formas. Lembro de ter visto um, que tinha o corpo de baleia e tinha um cachorro de cada lago grudado nela como se fora seus braços. Ela se rastejava pela lama e os cachorros [os braços], ferozes queriam estraçalhar tudo ao seu redor.

Passaram-se os dias, e eu voltei ao normal. Acabou aquele efeito sinistro. Voltei para casa, retomei a normalidade da minha vida. Passei no entanto a viver mais intensamente em clima de oração; e, era nessa hora que eu recebia instruções de tarefas. Numa delas fui informado que deveria providenciar acomodações, hospedagens para os mensageiros tão logo fosse informado dos locais que eles iriam está.

“Nós” os mensageiros, não evangelizávamos como hoje fazemos. Não. A nossa missão era localizar “os escolhidos” e passar para eles o “toque” que o instruía a receber aquela “mensagem”.

Em oração fui informado também sobre a metamorfose que havia sofrido. Entendi que para sermos “mensageiros” tínhamos que nos libertar do nosso “eu” totalmente. Então na verdade, embora fosse um “escolhido” [como crente que somos], na verdade eu tinha a natureza de um lobo [pesando bem, às vezes me comporto como um lobo mesmo], e, precisava exteriorizar aquela criatura para que eu pudesse ver a necessidade eminente de ter que vencer essa criatura perigosa para sempre. De certa forma havia conseguido me livrar desse meu lado lobo.

Vivendo agora como um mensageiro de Deus, não pregava, não batizava, não freqüentava nenhum tipo de comunidade. Andava só, entre as pessoas, pelas ruas, em qualquer lugar, recebia instruções de abordagem. E, quando isso acontecia, não era através de panfletos ou da palavra evangélica, mas pelo um simples comprimento de mão. Se a pessoa não fosse um dos escolhidos, eu via nela [mas ela não via e nem sentia], um fleche repentino que saia dos dois lados da sua fonte. Doravante aquela pessoa estava com os “ouvidos abertos”. O que quer que ela ouvisse, ela agora tinha o discernimento para saber se a palavra era de Deus ou não. Ela agora poderia entender o Espírito, a alma e corpo, ate que viesse a se converter e tornasse-se um escolhido.

Assim era o meu viver. Um homem solitário em busca dos escolhidos de Deus. Todas as pessoas do meu sonho eram desconhecidas do meu dia a dia. Exceto aquele mensageiro a quem eu servia como ajudante; ele se parecia com o Pr. Waldyr [era ele].              

“Nascemos para ser escolhidos, vivemos para escolher.” [anônimo].

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