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Deus prefere os que suportam dificuldades



Deus prefere os que suportam dificuldades. 

Por: Luiz Clédio Monteiro

Gozar de situação privilegiada não é sinal da aprovação de Deus para com a vida que se leva; ao contrário, poderá se resumir em desgraça maior, caso não houver mudança de acordo com o plano de Deus. Portanto ao escapar das primeiras dificuldades não se considere definitivamente abençoado por Deus passando há viver, sem receio de sofrer conseqüências por eventual prática injusta. O Senhor adverte: sobreviver a uma desgraça não é garantia de salvação exclusiva. Como disse Johann Goethe “idéias genéricas, e uma grande presunção estão sempre em via de causar uma terrível desgraça”.  

Deus prefere os que suportam dificuldades. Em Ezequiel (11), Deus detestou os moradores de Jerusalém que se sentiam privilegiados por terem escapado da primeira deportação e humilhavam os irmãos exilados, dizendo: “Vocês estão longe de Deus. Foi para nós que Deus deu a terra como propriedade”. Deus disse-lhes: “Dado que eu os levei para longe, para o meio das nações pagãs, e por algum tempo os espalhei entre as nações, eu mesmo serei para eles um santuário em qualquer país para onde tenham ido. Diga, portanto: Assim diz o Senhor: Eu vou recolher vocês do meio dos povos, vou ajuntá-los de todos os países para os quais foram levados, e lhes darei depois a terra de Israel”.

A mensagem de Deus que fora pronunciada por Ezequiel a 597 a.C., é inteiramente válida para os dias de hoje, e serve de alerta para os presunçosos que estão no “alto das sinagogas”. Por um pouco de tempo os que foram deportados do convívio das suas comunidades por injustiça, são para o Senhor verdadeiros santuários espalhados pelas cidades, bairros, estradas, e são os preferidos de Deus porque eles passam por um processo de convertimento, e com isso testemunham a salvação pela humildade e mansidão. Deus será sua própria inspiração numa nova comunhão. Um coração íntegro, e, um altar de terra, para exercer sobre ele sacrifícios de comunhão é tudo que interessa a Deus.

Quanto aos que vivem ao redor dos altares de luxo, de pedra lavrada, característicos na religião dos reis opressores e de grandes igrejas desde os tempos do Egito e Canaã ate hoje, e não conhecem dificuldades, saibam de uma coisa: Deus não é cúmplice de estruturas sociais injustas. Mas deixam viver em sua própria corrupção e idolatria. De lugar escolhido para manifestar a presença de Deus, esses altares se tornam recinto da sua ausência. Mas, se a penalidade é grande, não será absoluto: unicamente os idólatras e injustos é que serão abrangidos. Os irmãos justos serão preservados.

Para quem não é cúmplice de tal corporação, só resta um caminho: projetar um altar radicalmente novo, no meio do povo sem o empenho inútil de reparar o que já está implicado.

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