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Ora nas trevas, ora na luz



Ora nas trevas, ora na luz.

Por: Luiz Clédio Monteiro.

Somos assim, peregrinos nas trevas; viventes da luz. Perambulávamos nas trevas da incredulidade por consequência do medo. Foi naquelas trevas que testemunhamos Satanás cair do céu como um relâmpago no momento em que o exército de Jesus libertava os cansados e oprimidos (Lc 10: 18).

O tempo em que mais ouvimos e experimentamos o poder de Jesus é quando estamos nas trevas cheio de soberba, condenado como foi o diabo (I Tm 3: 6b). Foi lá como recém convertido, que observamos a cena do Evangelho mostrando o conteúdo do juízo final - o julgamento pela fé que tivemos em Jesus. Foi nos tempos de trevas que reconhecemos o compromisso com a pessoa concreta de Jesus, pelo arrependimento.

É nessa vida pecadora de trevas, que Jesus se identifica com os pobres de espírito e oprimidos de uma sociedade baseada na riqueza e no poder. Tempo em que Jesus manifesta a condição para participar da vida do Reino. (Mt25: 31-46).

E na luz, onde está Jesus, se não, armando seu exército para voltar às trevas? Também, é na luz onde Deus parece está silencioso. Não, que Deus prefira o pecador ao justo, ou que os justos sejam hipócritas. É que Deus não pondera com os que já estão na verdade. É como o médico que não perde tempo com os que têm saúde. Deus ressalta na luz, o mistério do amor que se alegra em ir às trevas, recolher o pecador arrependido para colocá-lo ao lado do justo que persevera.

Assim podemos está na luz e nos sentirmos apagados, quando vemos em meio à dor e ao sofrimento, os cegos de coração que sem os nossos olhos não enxergam nenhuma esperança de serenidade. Viver na luz sem este fruto é enfadonho quando tudo que queremos é transfigurar como Jesus. Viver na luz sem a alegria da comunhão no amor é medíocre quando nos negamos buscar nas trevas os que não têm esperança alguma.

Devemos a grandeza de viver na luz, aos obstáculos que vencemos nas trevas com Jesus. E, se quisermos continuar neste relacionamento, necessitamos segui-lo no projeto de Deus, indo com Ele em meio às trevas, buscando as “centésimas ovelhas” nos apriscos dos abismos (Lc 15: 4). Do contrário ficaremos a sós na luz da ociosidade, a mercê das tentações.

Pois enquanto Jesus anda pelo mundo das trevas buscando a quem possa salvar, o Diabo se faz de espírito de luz para enganar os salvos que se consideram justos, cheios de méritos, e se escandalizam da solidariedade para com os pecadores.

Não é grave está nas trevas, grave é não querermos buscar os que estão nela!
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