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Na Páscoa!



Por: Luiz Clédio Monteiro

Na Páscoa, quem é mais lembrado: Deus, que para libertar o povo, derrota o opressor e seus ídolos (Ex. 12). Ou o Coelho, que para matar o desejo das crianças (o povo), traz o saboroso ovo de chocolate?

Na Páscoa, o que mais comemoramos: A justiça de um Cristo Pascal, punindo o opressor e protegendo o oprimido. Ou os espíritos maus destruidores e exterminadores que causam flagelo ao povo?

Na Páscoa, o que devemos preservar: A fé em Cristo, que nos tornou livre. Ou submeter-se aos elementos estruturados sobre a opressão?

Na Páscoa, o que devemos manter vivo: A memória da libertação por Deus, ao longo de todas as gerações. Ou sustentar uma consciência alienada, reproduzindo uma sociedade estruturada na desigualdade e opressão?

Na Páscoa, qual o ponto mais alto: A ruptura do poder rendendo-se a fé cristã. Ou o abalo das estruturas governamentais com a morte dos seus lideres?

Na Páscoa, o que devemos aproveitar: A vantagem da liberdade por sermos salvo pela fé. Ou esquecer isso é tornar-se escravo novamente, cultuando os ídolos (sábado de aleluia – Judas), que lembra (e pode produzir), escravidão e morte?

Só pode participar da Páscoa quem está comprometido com o processo da libertação. E, aceitar Cristo como Salvador, se tornou o sinal desse compromisso.