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Cardiomotivograma



Por: Luiz Clédio Monteiro

Li em algum lugar, que se houvesse um aparelho que pudesse medir a saúde do nosso relacionamento com Cristo, ele certamente se chamaria cardiomotivograma.

Jesus disse que o nosso coração está bem pertinho dos bens que possuímos (Mc 10 21-22). Por isso, vemos milhões de cristãos imploram todos os dias a Deus, para não perder e/ou ganhar mais tesouros, com medo de sofrer por não ter carro novo, casa bonita, chácara com piscina, viagens de turismo, faculdade particular para os filhos, roupas da moda, jóias exclusivas, perfumes franceses, e, outras mordomias, que o mundo produz, e, que, faz girar a cabeça de muita gente boa nas igrejas. E, de tanto pensar no seu próprio bem-estar, dão contribuições, não como dízimo na obediência, mas com interesse pessoal na base do ditado popular “é dando que se recebe”. Como se estivessem lançando a sorte, jogando dado com Deus.

Quando eu entrei para a igreja de Cristo, por mais que trouxesse no coração uma intenção de mudança; levava ,no fundo, o desejo de realizar bons negócios, com aumento das vendas, e, assim, quem sabe, aumentar minha garantia de ter as coisas de rico. Mas logo descobrir que não compramos plenitude de poder e vitória; e, nem tão pouco, elas estão à venda, isto, é um dom de Deus, e simplesmente a recebemos pela fé, da forma como Ele concede (Rm 1:17).

Mas isto, eu não entendi, porque era mais crente do que os outros. Não. Foi porque levei bordoadas do Pai, e, terminei por compreender, que, quando se nasce de novo, os valores de “poder e vitória,” são sobrenaturais. Portanto, a vida abundante, feliz, que agora está a nossa disposição pela fé, para usufruir, é sinônimo de coração remediado, em crer, que, todos os fatos contribuem para nosso bem, quando se está cheio do Espírito Santo (Rm 8:28). Não importando, o quanto poderá estar pesado a situação. O que vale, é o desejo de seguir em frente, de lutar, para superar os obstáculos. Alguém disse que a vida é um eterno recomeço. Então para que reclamar?

No brilho dos meus 19 anos, (já que insistem em dizer que a vida começa aos 40, mas que na verdade, sabemos que ela começa pra valer mesmo, é quando nascemos de fato, de novo, em Cristo), posso ver, que, infelizmente, a maioria , não entendeu o recado de Cristo em João 3:3, quando Ele disse, “... é preciso nascer de novo.” Para em seguida, na gestação do conhecimento da graça da salvação, e, na proporção do aprendizado, possamos crescer em espírito, e, em verdade para sempre, onde o crente oferece o seu corpo a Deus como um sacrifício vivo e santo, o qual é a única forma de se relacionar em vida, com Cristo.

Cabe, no entanto analisarmos se isso é muito para nós. E, para os que acham que é impossível, tal viver, então, na verdade, foi curiosidade, ou carência sentimental, que os levou a visitar Cristo. Embora sabendo que Ele é o grande Mestre vindo de Deus, não são capazes de entender, como alguém pode abjurar solenemente de tudo que tem, e, não mais fazer caso do que era, em troca de viver uma vida nova com Cristo; enfrentando inimigos espirituais até então desconhecidos, e, mesmo assim, ser feliz no descanso das batalhas; ser alegre no combate às tentações; ser manso nas provações; ser bondoso quando pensar nos inimigos, e, humilde nas franquezas, para clamar perdão a Deus, toda vez, que perder o domínio, e, assim, renovar o primor em tudo que fizer e pensar (Rm. 12: 1-2).

Você pode está se perguntando, o que tem de tão ruim no que possuo, para que não possa continuar vivendo dele, e, ao mesmo tempo seguir a Cristo? A resposta está na simples conotação: “Deus só dar para nós, aquilo que Ele pode receber de nós”. Ou seja, se o que você tem, é algo que Deus pode aceitar de você como oferta de sacrifício santa, parabéns. Porque tudo que tens será mantido, e, em dobro. Do contrário, se o que tens é algo que Deus abomina, haverá de ver sua vida recontada, para que assim, tu possas oferecer o que é bom e santo a Deus. Porque, quase tudo que se tem em abundância, com similaridade, custou o pescoço de algum pobre.

É por isso que às vezes recorremos a Deus, nos convertendo, para que não caia sobre nós o mal que fizemos aos outros, quando conquistávamos o que temos hoje, e assim, oramos dia e noite com jejum. Damos os dízimos e ofertas, para não ficarmos pobre. E, neste caso, quando se muda de caminho, mas não de direção, quanto mais se ora, mais Deus martela e queima a vida desse crente; da mesma forma como o ferreiro, martela o ferro em brasas, para transformá-lo em uma boa ferramenta. E, quiçá não te venha rachares com essas marteladas, para que não sejas tu, jogado no ferro velho das almas arruinadas, por não ter sido possível moldá-las.
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