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    terça-feira, 7 de outubro de 2008

    Uma sabotagem premeditada

    Os obstáculos para as pessoas experimentar a hospitalidade de Jesus, que o acolhe, ampara e defende dos inimigos, são muitos: a alienação, que tira o poder de decisão humana; as perseguições concretas que causam desânimo; as estruturas políticas e econômicas que fascinam e seduzem e, portanto fazem à dramaticidade dos conflitos pessoais e sociais impede definitivamente esse sonho (Mt. 13: 18-23).
    Digo por que hoje fui levado pelo Espírito a assistir a uma escandalosa sabotagem que quer usurpar a autoridade de Jesus no mundo. Sem que nada mi comovesse, todo o desenrolar das coisas foram se apresentando como num filme – sim eu assistia a tudo, mas não interagia a nada. Tudo que acontecia me chamava a atenção a todo instante em todo lugar desde ao amanhecer. Eram fleches de verdadeiras invasões espirituais.
    · Minha esposa comentava com muita preocupação que algo terrível poderia acontecer hoje, e por essa razão estava acordada desde as quatro da madrugada e como não conseguia se acalmar, resolveu lavar todo o terraço da casa, os banheiros, a área de serviço, as oito ela já estava cansada de tanto trabalhar.
    · Um amigo ligou pedindo que eu fosse urgente em seu apto., o pessoal da luz tinha indo corta o fornecimento por falta de pagamento – eu teria que ir com ele a uma lotérica pagar a conta em atraso urgente – de volta ao apto., podia se ver um rosto cansado de um homem aliviado de um vexame.
    · Completamente engarrafado em um trânsito maluco no centro da cidade, alguém bateu com uma bicicleta na lateral do meu carro, a pessoa se explicou mais de dez vezes, nervoso e inquieto.
    · Mais além uma batida parou de vez com a carreata. Pude olhar ao derredor vi um mundo de pessoas mais parecido com sonâmbulos, nelas um mundo de razão para estarem caladas, nervosas, preocupadas, desestimuladas, comprando produtos falsificados. Endividando-se ainda mais.
    · Uma moça; alias duas na calçada ao meu lado faziam pose de manequim, eram modelos da loja. Uma me chamou à atenção. Enquanto seu corpo se movia treinado para aquilo, seus olhos estavam a me fitar – eles falavam comigo de algo muito, mais muito triste onde a generosidade sem troco era algo tão mentiroso quanto a historia do sapo que vira príncipe.
    · O trânsito fluiu, e dezenas de lojas com inúmeros cartazes, baner, homens fantasiados de super-heróis panfletando, caixas de sons ambulantes, faixas transversais, anunciava tudo que se imagina, desde dinheiros, sim dinheiro sem consulta para os aposentados, pastel com refrir por 1,00, exame médico por 1,99 e o povo debaixo de sol escaldante de 30 graus se batendo nos sentidos adversos. Eles estão apresados para chegar a algum lugar, mas seja onde for voltarão.
    · Entrei na Junta Comercial – tudo parado, um poste havia caído – carro guindaste telescópico no meio da rua, causa do trânsito lento, mais problema para sair dali, depois de ter que pagar o flanelinha lamentando o movimento prejudicado.
    · Fui a uma xerocaria (aprendi esse termo com meu neto João Pedro 5, quando ele me ensinou que o Ford KA e feito na “fordikaria”), levei uma centena de documentos para copiar. Parte do cadastro que a mais de mês tento renovar no banco. As duas crianças que me atendiam, ambas assistia ao vídeo clip de forró com mulher nua rebolando na TV, podia se ver naquilo algo que nascia e prometia uma grande mudança de rumo naquelas vidas tão frágeis e descuidadas.
    · No Blog de uma conhecida – ler-se: Sozinha, procurando um caminho pra casa. Perdida. Desesperada. Atormentada com pensamentos loucos querendo tomar de conta de mim. Angustiada. Impotente. Fraca diante da forca que habita minha mente. Dominada. Sensível. Acorrentada com tanta dor aprisionada em meu peito. Dor que eu não sei de onde nem porque vem. Dor que me massacra e me faz tão sensível. Dor que transborda os meus olhos de lágrimas e que eu já não posso mais suportar - Um choro sem causa aparente.
    Sem dúvida, haverá uma colheita, mas à custa de muitas perdas e tensão contínua. Quando ainda estava no trânsito me veio uma visão – uma casa ali naquelas imediações ampla com grandes portas abertas e em seu interior um grupo de louvor, louvando e adorando ao Senhor Jesus com suas vozes, seus instrumentos sem, contudo se importar com os que entram e saem. Como se fosse um poço aberto num deserto onde os pastores saciam a sede dos seus rebanhos. Nada se daria diretamente a alguém, mas todos sairiam abastecidos e renovados para seus mundos, suas prisões, quem sabe absolvições com menos medo, com os olhos um pouco mais agradecidos por algo que receberam e não precisaram pagar, nesse tempo onde tudo é por dinheiro.

    Querer negar e fugir dessa responsabilidade é não compreender o mistério da implantação do Reino conhecidos por aqueles que já acolheram Jesus como Messias, É preciso estar dentro, isto é, com Jesus, para perceber que o Reino de Deus está se aproximando através de sua ação. (Mc 4,10-12). A paz de Jesus parece desaparecer no meio dos homens. Num segundo momento, porém, ela exerce ação transformadora no seio da sociedade. (Mt. 13:33).

    Com minha esposa já à noite, comentando as notícias em meio à justiça do Reino, ela interroga: Amor, porque você às vezes é tão rejeitado? – Porque é impossível que eu vivesse no meio deles, não sendo nada, tenha algo que incomode. Por isso, eles mi rejeitam. Essa rejeição não é acidental: é apenas mais uma prova de que Jesus faz parte dos meus fracassos diários (Mt. 13: 53-58).

    (Luiz Clédio)
    Junho/2007

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