A Secularização Religiosa.

A Secularização Religiosa.

A Igreja (católica) sempre fez crítica ao capitalismo de uma forma puritana talvez levando como base a Bíblia quando cita “que o rico não entra no céu”. Dessa forma muitos crentes por tradição oriunda do catolicismo também tem encarado o dinheiro como um perigo eminente à fé. Assim, ficou subentendido que, aquele que busca a melhoria de vida está colocando o “bem–estar” na vida terrena acima da salvação da alma, ou seja - está colocando o Reino da Terra acima do Reino dos Céus. Clavin Klein disse que seguir demais a moda, é está fora dela. O figurino é criação e quem repete não cria. Repetir idéias é por à parte à maneira de ver, sentir, reagir, do modo próprio da pessoa.
O fato de o capitalismo ter surgido pela Alemanha e Inglaterra após a revolução francesa, a igreja católica associou o protestantismo calvinista como criador do capitalismo. A busca do lucro acima de tudo, a santificação do trabalho, o êxito econômico, seria uma eleição divina para os calvinistas um sinal de salvação dizia a igreja católica. Para eles o trabalho que gera capital poupado não significava servir a Deus em tudo que fazia, mas viver para ter dinheiro.
No catolicismo romano o trabalho era encarado como uma maldição de Deus visto que ele interpreta que o trabalho teve início somente após a queda de Adão. Já o protestante considera o fato de que Adão trabalhava antes mesmo da queda quando ainda desconhecia qualquer maldição de Deus, portanto o crente não relaciona o trabalho como as conseqüências pecaminosas da queda. Na teologia protestante a queda de Adão apenas ativa o sofrimento oriundo do trabalho. Portanto a produtividade no trabalho é considerada uma bênção do Senhor que alinhado com o estilo de vida simples, sem ostentação, ascético, produz estabilidade econômica.
Uma outra maneira que trousse paz aos crentes para que pudessem desenvolver seus trabalhos no comercio e indústria foi à disposição de separar a igreja do estado. Ou seja, as igrejas evangélicas ficaram a cuidar da ética privada do homem, enquanto que, o estado governa a ordem da ética pública.
Não apoiando a “doutrina do evangelho da prosperidade” que é muito mais uma tentativa frustrante de mágica de transformação de números, do que um culto, a prosperidade é uma marca dos evangélicos, dos crentes, dos protestantes como você queira chamar. É o íncone dos que obedecem as doutrinas sagradas de Deus na Bíblia. Em Lucas (18: 29-30 E.P.), Jesus disse: “Eu garanto a vocês: quem tiver deixado casa, mulher, irmãos, pais, filhos, por causa do Reino de Deus, não ficará sem receber muito mais durante esta vida e, no mundo futuro, vai receber a vida eterna” - Um elixir que combate o veneno que tenta matar o sonho próspero dos evangélicos. A nossa igreja precisa do resultado do nosso trabalho, ela não tem de onde tirar o seu sustento.
A prosperidade é algo inerente do crente porque ela é um resultado e não um apego. Disto infelizmente brotou a secularização religiosa onde manifestação de seitas eletrônicas (pela TV.), criou o golpe da expectativa em cima do Evangelho – que brota a paz e a alegria e amanteiga os corações daqueles que verdadeiramente o ama.
A igreja evangélica que tem sua base na Bíblia, não demonstra nenhuma tendência capitalista e não pressupõe, por si só, uma ética econômica. Entretanto foi desenvolvido no crente o espírito produtivo e multiplicador, como resultado da obediência a Palavra que orienta o crente a não acompanhar o estilo e os costumes seculares do seu tempo. II Corinto (6: 17-18), adverte: Portanto, saiam do meio dessa gente e afastem-se dela, diz o Senhor. Não toquem naquilo que é impuro, e eu acolherei vocês. Serei pai para vocês, e vocês serão para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. Acaso vamos então deixar essa certeza bíblica por um costume qualquer, que não explica nada, dar confiança alguma ou lembra qualquer direção. Onde a sua individualidade é seu próprio lance?
Tais impedimentos os levaram a dedicação do trabalho que embora moderado (por que já dizia nossa avó, comer a panela de brigadeiro inteira dar dor de barriga), tem sido lucrativo e poupado; seus lucros, tendo superado as necessidades, fizeram de muitas igrejas pobres, igrejas de classe média. Pela piedade de uma vida cristã onde tudo que tem pertence a Deus, e a eles, somente mordomia dessas coisas. Foi, portanto essas atitudes, o motivo verdadeiro do sucesso econômico dos cristãos, pois os impedia de gastos, honrando assim, uma vida regada de temor a Deus. Seu culto a pureza, sua devoção metódica e racional ao trabalho, contribuiu para a construção de uma vida melhor e participativa.
Se há fracasso parcimonioso na vida do crente (exceto as provações), certamente o entendimento do que é melhor e do que é certo para sua vida não está bem esclarecido; e esse engano pode vim do não compartilhamento com Deus, por insurreição ou simples falta de aplicação da Palavra no dia-a-dia.
Mas é preciso perceber que a prosperidade nesta vida não é desígnio final do crente, ela não passa de uma série de resultados de colheitas idealizadas, por pessoas “antenadas” e profissionalizadas. Portanto, vá com calma, apure sua visão e perceba o que te dá mais enlevo. Depois, recrie os proveitos, mude as proporções e vá em frente - ela também é sua!
A única maneira em que vidas são transformadas é através da aplicação da Palavra de Deus. Afora isto, nada mais se faz do que está se ocupando em saber sobre informações bíblicas. Você é a ferramenta do Espírito Santo. Ele fala através de você, mas você precisa fazer a aplicação. Leia a Bíblia (espiritualmente e dê importância à perseverança, que não se oferece por aí, se conquista a duras penas), e aprenda a pensar, viver e agir. “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.” Já dizia o poeta Fernando Pessoa.
Somos, portanto sustentado pela força de Deus; “como tristes e, no entanto, sempre alegres; como indigentes e, no entanto, enriquecendo a muitos; nada tendo, mas tudo possuindo”. (II Co. 6: 10).




Luiz Clédio Monteiro Filho
São Luiz – MA - janeiro/2007

Fonte:
Pio XI, Encíclca Quadragesimo AnnoMax Weber. Calvinismo e o Capitalismo
Gêneses A.T.
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