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    quarta-feira, 8 de outubro de 2008

    “Não pretendo me entregar”

    (Sigmund Freud, estudante de medicina da universidade de Viena)

    Freud foi um médico sem Deus: ateu e materialista. Já octogenário ele confessou a Charles Singer, “sou descrente de cabo a rabo”. Mas para Franz Brentano, ele confessou vacilante ser ateu somente por necessidade, mas que não tinha intenção de se entregar tão rápida ou completamente.
    A negação de Deus, não é propriamente não acreditar em Deus, mas de se comportar como se Deus não se preocupasse e não agisse em nossa vida.
    Ações obsessivas nos levam e usurpar o lugar de Deus nos fazendo injusto para com nossa família, nossa fé.
    Acredite, todo ateu é um crente hipócrita, assim como todo aquele que abandona sua família, sua vida, seu sonho; foi porque teve uma família, uma vida, um sonho para fechar os olhos.
    Quando tentamos voar alto demais em nossas ações materialistas de segurança; mesmo que seja nas assas do Espírito Santo pela fé, e ao fracassarmos acusamos as Escrituras como sendo cheia de contradições e falsificações levando-nos a prisma da psicanálise, que Deus não nos criou, antes criamos Deus a própria imagem do nosso pai injusto.
    O próximo passo é a perda do temor de Deus, da esperança em Cristo, da comunhão com o Espírito Santo, do amar seu cônjuge, do carinho pelo seu filho, do laço afetivo pelos amigos, restando somente queixas e mais queixas de tudo e de todos.
    Não pretendo me entregar, é o que se vai ouvir dessa triste e infeliz pessoa pelo resto da vida. Visto que, reconciliação é coisa de tolo de quem acredita em Deus e canta salmos.
    Não vá longe demais tentando pegar carona nas assas do Espírito Santo com a intenção de um ateu resistindo à interferência daquele que te ama.
    Não afronte a oportunidade de ser menor, como um pequeno rio, que mesmo pequeno, enche o mar com suas águas de vida. Deus ama mais os pequenos porque são os pequenos que sustenta os grandes. Seja grande para Deus ao ser pequeno para o seu amado, para o seu filho, para a sua família.
    Quando estiveres perdido (a) em tuas tentações de grandeza, olhe para as pequenas estrelas no céu, como se elas fossem placas de sinalização (Immanuel Kant) e não tente ser imortal nas questões do sentido da vida. Cristo não foi, quando não foi para ser. Mas hoje é. Porque é para ser. Deixe refletir a beleza que há em ti. O amor é mais que tudo.
    Não é fácil ser ateu, para com Deus, a família e seus sonhos. Volte, se entregue; seja o(a) menor entre nós e um dia saberemos reconhecer que foste o(a) maior de todos nós.
    Volte, mesmo sendo o(a) mais deprimido(a) de todos nós, pior é está zanzando de vida em vida tentando fazer uma vida parecida com a que vivia envolvida, mais pelo pavor de perder o amor do que pelo amor daquela vida, entretanto era a sua vida de alívio.
    Sejamos todos únicos e confiáveis um para o outro sem arrogância. Inseparáveis na fé, no amor pela família. Mesmo que seja custoso e sofredor.

    (Luiz Clédio)
    julho/2008

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