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Não fazemos por nós mesmo

Mas pelo Caminho Verdadeiro de Vida que conhecemos!
(Jo. 14: 6b)

Uma vez cristão (sectário), a memória de Jesus está no seu coração através do Espírito Santo, convertendo-o em caminho de vida para sua família e comunidade.
Não me esqueço do sermão do pastor Adjamar quando ele apropriadamente afirmou que as pessoas se edificam quando convivem ao derredor de cristãos (professos).
Ser um doador de vida não é realizar algo imaginário, como proporcionar ótimas condições de vida aos outros, equilibrando finanças, fazendo pessoas felizes a qualquer custo. É manifestar ações semelhantes à de Jesus – inspirar espaço de esperança, felicidade e conciliação. Livrar a pessoa da indução aristotélica (completa) do fracasso para que ela possa voltar a ter motivo de prazer, de estímulo, de amor à vida como meta (Jo. 14: 1-14).
Estava entrando no banco quando fui abordado por uma senhora pedinte, disse que na volta ira ter com ela e assim fiz. Quando ela me olhou, foi logo mostrando uma daquelas receitas médicas surradas que os pedidores usam para emocionar as pessoas nas suas abordagens. Então fui o mais direto possível enquanto lhe dava algum dinheiro – olhe, faça o seguinte, não compre remédio nenhum com este dinheiro que estou lhe dando, vá e compre uns bifes de fígado de boi, faça um arroz com feijão bem gostoso e coma numa boa. Vocês precisavam ver o rosto de felicidade que a pobre mulher fez. Ela se sentiu em paz, na plena realização humana, desta vez ela não precisou mentir para conseguir a comida que tanto queria. Alem do mais, ainda recebeu sugestões do prato. Sentiu-se assim prestigiada. Quando eu passei por ela novamente já no carro, vi bem quando acenou com beijos para mim, dava para ler nos seus lábios, a palavra obrigada! Seus olhos melancólicos ao mesmo tempo brilhavam, pareceram com os de minha mãe quando se despedia nas minhas saídas.
O fruto que a nós somos chamados a produzir é o amor (Jo. 15: 8).
Vinha chegando de carro para estacionar de frente na calçada do banco quando um jovem (flanelinha) assumiu o comando de sinalizador orientando minha entrada no estacionamento. Quando acabei de estacionar da forma que ele instruiu, desci falei com ele e vi que ao lado tinha uma jovem (dava pra ver que ela estava com ele), sorrindo do serviço que ele acabara de prestar. Aquele sorriso era de quem estava orgulhosa do seu homem. Então eu comentei com ela – ele parecia àqueles caras que balizam grandes aviões nos pátios dos aeroportos, não é mesmo? – ela, abriu um grande sorriso e balançou com a cabeça que sim. Eu continuei - ele é teu namorado? – ela, ainda sorrindo confirmou. Continuei – você o ama? Ela, sorrindo mais ainda, disse que sim, muito.
Entrei no banco pensando, quando se tem vida não importa as condições, sempre se tem paz e alegria (Jo. 14: 27).
Em qualquer tempo e lugar podemos discernir os acontecimentos para continuar o processo de libertação, distinguindo o que é vida e o que é morte, e realizar novos atos (de Jesus) na história (Jo. 14: 15-26).
Jesus não quer uma manifestação de servidor obedecendo a um senhor, mas uma solidariedade livre, de amigos. E a amizade é dom (Jo. 15: 12-13).

(Luiz Clédio)
Agosto/2007)
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