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    terça-feira, 7 de outubro de 2008

    Nada somos para nos orgulharmos

    Jesus Cristo é o próprio Filho de Deus, que veio ao mundo para estabelecer a aliança definitiva entre Deus e os homens. Através de sua palavra e ação, Jesus inaugurou a nova aliança: o Reino de Deus. Esse Reino não é de um povo só. É aberto a todos os homens, todos os povos de todos os tempos e lugares. Em Jesus, Deus quer reunir toda a humanidade como uma família, que, semeado na história, vai crescendo até que se torne realidade para todos (comentário da Bíblia Sagrada).
    Desde o tempo de Jesus podemos dizer que os homens de todos os lugares são representados na sociedade por dois pólos fundamentais: a política e a religião. A política cresceu no Templo, centro judaico em Jerusalém. O poder é dos políticos: são eles que estão no centro das coisas, conseqüentemente, cabe a eles decidir quem merece e quem não merece e também o que fazer para merecer. Enquanto que a religião encontra lugar nas sinagogas aos arredores da cidade. Exalta-se a Deus e procura-se dar uma formação para a fé do povo, convidando-o o viver segundo a Lei. Paralelos a esses pólos, vivem secretamente os verdadeiros adoradores de Jesus.
    O tempo passa e a política a quem cabe governar tornou-se numa grande subversão econômica corrupta; o ensino religioso que representava um privilégio da sabedoria foi para o nível ideológico da revolta e do poder aquisitivo e social (a preparação não está na técnica, mas na oração). Nessa decadência, Jesus é um mero objeto de curiosidade calado num crucifixo (Lc. 23: 1-25).
    A reunião simbólica de toda a humanidade se deu num momento histórico, exatamente no momento em que tudo parece perdido. Jesus não está sozinho na cruz injusta, que por justiça é nossa. Jesus agora na cruz achava-se entre estes dois pólos, ali representados pelos dois criminosos crucificados. Seu sofrimento (de Jesus) provoca a manifestação da verdade ocasionando de um lado o excesso e o exagero (da política), enquanto que do outro (a religião), arrependimento que proclama a salvação e a inocência de Jesus.
    Jesus silenciosamente nos mostrou que o sistema político e religioso é uma armadilha e que por isso serão crucificados. Não como mártires, mas para que possam ter a oportunidade de dizer gemendo e chorando, arrependidos nesse vale de lagrimas: “Senhor, lembra-te de mim” (v. 42-43).
    Jesus mostra que Deus é Pai para os homens, e como os homens devem fazer para se tornarem filhos de Deus. (Lc. 23: 39-41).
    Mas se bater à vontade de chorar pelo sangue derramado em vão do inócuo Jesus; antes porem chore diante das conseqüências acarretadas pela rejeição Dele (v. 26-32).
    Viajava pelo o interior do Estado (alargando as tendas), quando me veio na mente que mesmo tendo a certeza de estarmos com Jesus louvando e adorando, em ação de graça, o máximo que podemos ser diante Dele, é um “bom ladrão” (no melhor sentido da palavra; v. 40). Nada somos para nos orgulharmos perante os demais por estarmos sendo perdoados e abençoados, a não ser testemunha desta graça que ensina sobre Jesus todos os dias.

    (Luiz Clédio)
    Julho/2007

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