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Falar com vida, é confessar!

Villegaignon (Rio de Janeiro) pouco antes de tomar a Santa Ceia em 21 de março de 1557, orando disse: Meu Deus. Confesso francamente que sem a luz do teu Espírito Santo só me é possível pecar. Menos de três meses depois este ex-comungante mandou estrangular os signatários da Confissão Fluminense Reformada (anotações calvinistas de Jean Léry 1534-1611).
Às vezes estamos testemunhando nossas próprias atitudes enquanto pesamos que estamos discursando para conseguir credibilidade.
A confissão em oração tem uma vocação espiritual tão forte e verdadeira que funciona até com palavras pronunciadas biologicamente incrédulas.
É que Deus tem verdades urgentes a revelar sem se preocupar com o acreditável. Esta é a função da oração (púlpito), preparar um caminho através do ser humano, para que Deus revele o futuro. São essas trocas que aprofundam o amor de Deus para com o homem.
Uma dessas verdades que o nosso Pai quer dizer com muita urgência, é que não devemos nos distanciar da realidade da vida como ela é - com todos seus riscos e ilusões. Isto é, não somos encantados, imunes aos acidentes, as doenças, ao desemprego. Não estamos em uma ilha isolada cercada de anjos nos protegendo das mazelas do mundo. Do contrário corremos o risco de perder a nossa identidade de homem normal e cristão.
Entretanto, Deus e o homem são inseparáveis e quando cremos, nos tornamos capaz de perceber, pelo Espírito de Jesus, qual é a palavra a ser ouvida e a ação oportuna a ser realizada no momento que vivemos os problemas humanos. Dessa forma somos luz e sal para os que ainda não tem esta fé. Vivemos os problemas, justamente para testemunhar como vencê-los humanamente em atitude de sabedoria.
Em Mateus. 7:7-8, Jesus diz – Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abri-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Ou seja, o amor de Cristo nos diz que devemos pedir um sonho para ser vivido. Todos nós precisamos viver um sonho que seja nosso. Do contrário estaremos vivendo o sonho do outro como um parasita. Pedi e dar-se-vos-á!
Ao receber a visão do seu sonho; tomar conhecimento do seu destino, terá agora que buscá-lo. Ele não cairá do céu. Busque-o incessantemente sem cessar até encontrá-lo; não se sabe se isto durará a vida inteira. O importante é continuar a buscar seu sonho como uma missão de vida crendo na Palavra: buscai e achareis!
A Palavra Sagrada não volta vazia. Ela diz que você encontrará o seu sonho se buscares. Ao encontrá-lo, terás então que abri-lo, batendo, batendo, batendo... Em outras palavras perseverando, perseverando, perseverando, conservando-se firme e constante; persistindo, prosseguindo a continuar na visão de realizar seu sonho. Batei, e abri-se-vos-á! Corra com isso, pois ainda terás que achar tempo para a multiplicação.
Mas, uma coisa é certa, quem lutou essa luta, nunca teve tempo de invejar ninguém. E provou ao mundo que a fé ao pedir não é vencida por demorar a receber; que a busca não é em vão, quando não se acha provisoriamente o que se procura; e que não é pertinácia exagerada e sim confiança em Deus quando se luta e peleja para que a porta da esperança se abra ao bater, bater, bater... Pois Jesus diz convicto, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Bata meu filho, bata com coragem, e mãos a obra! (1Cr.28:10c).
Não como se bate o pé irritado e nem como quando seus dentes batem quando estais com frio; mas como os penitentes batem os peitos e gemem em súplica pelos seus sonhos.

(Luiz Clédio)
Março/2008
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