Deus julga e celebra

Se a lei me deixasse vingar meus adversários e inimigos, com certeza eles seriam aniquilados diante de mim e dificilmente se recomporiam novamente; acarretando um custo mais pesado do que sua própria desventura.
Entretanto quando Deus assume a nossa vingança. Ele a afaz com eficácia de quem é Pai. E, enquanto o agressor recebe sua punição através da provação o que fará dele um homem arrependido e restaurado, o agredido ou injustiçado, já está recebendo cem vezes mais tudo o que lhe foi tirado não havendo assim peso nem para um nem para o outro, mas sim perdão mútuo visto que ambos saíram edificados. Entretanto é um desfecho além do qual nem os próprios envolvidos se arriscam a fazer previsões. Cabe a Deus julga e celebra.
Deus é quem avalia os homens. Essa apreciação, porém, não cai do céu, mas se realiza através das conseqüências que surgem dos atos de cada um. Não bastam as boas intenções: o que salva ou condena uma pessoa é a sua vida prática. Se for boa o fará chegar a um ponto no qual a consciência será tão empregada que sem essa espiritualidade não serão capazes de continuar a viver. Do contrário Deus julga e celebra.
É impossível se esconder de Deus, porque ele está no coração da vida. Afastar-se dele significa aniquilar-se.
Em meio a tudo isto, Deus celebra a grandeza do homem, chamado a governar toda a criação e o dota de inteligência para reconhecer a soberania de Deus. A ordem suprema, colocada no íntimo da consciência, proíbe cometer injustiça e manda relacionar-se fraternamente com o próximo.
Creio que Deus quer que a nossa inteligência espiritual cresça ao nível de poder ingressar ao seu próprio Espírito Santo podendo aperfeiçoar a si mesmo num ciclo de crescimento cada vez mais primoroso.
Mais vale ser um simples homem sobre as ordens de Deus. Onde uma rede invisível de bênção profundamente integrada no ambiente, em sua vida e dentro da sua própria alma, que será difícil saber onde acaba a gratidão e começa a celebração; do que ser um milionário imperante no domínio dos espectros. Onde a evolução, implacável e pragmática, pode gerar as estruturas mais extraordinárias e, depois, descartá-las assim que deixam de ser úteis.

Luiz Clédio
Mar/2007
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