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sexta-feira, 24 de outubro de 2003



Lamentações
Deus tomou nota dos meus pecados, fez um feixe e amarro no meu pescoço, e o peso dele acabou com as minhas forças (Lm. 1:14)

Como estou abandonado! As péssimas condições financeiras em que me encontro, as derrotas que não cessam, o propósito das aflições momentâneas, me fazem ver o contraste do passado com o presente. Antes vivia cheio de amigos e era respeitado em todos os lugares, mas agora pareço um viúvo triste e solitário e o “dono do mundo” como muitos me chamavam, outrora honrado, agora é desprezado e não passa de um simples esquecido.
Minhas garantias de gozo na velhice, se foram; assim como passou meus dias de glória; há fome de vitória em mim; os estudos do meu filho caçula não pude mais pagar e minha mulher desmaia em lagrimas durante a noite.
Tenho arrependimento de ter trocado as horas de laser com minha esposa e filhos, pelas amantes e falsos amigos que ajudaram a levar embora tudo que tinha; e hoje, nenhum deles me visita.
Deus me faz colher à semente que tirei do bornal do diabo, é por isso que meus adversários, hoje me dominam; minha formosura e prosperidade, é coisa do passado; minhas posses chagaram ao fundo do poço; não tenho sequer um carro para me locomover e a minha casa está com as ultimas prestações vencidas.
Nestes dias de tristeza e mágoa, gemendo com dores nas juntas e ganhando só para comer pelo que dou graças a Deus por isto, lembro de todas as contas que perdoei no passado, mas hoje, escondo o rosto envergonhado, dos meus credores.
Naquela época, era fácil ver a mancha dos meus pecados, mas eu nem imaginava o que poderia me acontecer, então caí de modo terrível; agora não tenho amigo que possa me consolar. Eu estendo as mãos, mas ninguém quer me ajudar. Eu sou como se fosse um trapo, e para chegar até aqui, vendi as coisas que restaram.
Enquanto lembro que o Senhor lastima a minha desgraça, imagino se existe uma dor igual a minha? A ira do Senhor castigou meus pecados com estas aflições. Lá de cima vem o fogo que queima minha alma pecadora levando-me a um sofrimento sem fim, fazendo-me chorar.
Em tudo reconheço que o Senhor tem razão em me castigar. Por isto chamo atenção aos maridos, para minha dor extremada, a não traírem suas esposas para que não caia sobre vocês, o que caiu sobre mim como pérfido.
Cercado por muros de amarguras em conseqüência dos meus defeitos, hoje posso dizer que sei o que é a ira de Deus. Estou profundamente arrependido por ter negligenciado a aliança que fiz na presença do Senhor.
Meu coração está perturbado e não há quem me console. Minhas orações parecem não ser ouvidas pelo Senhor; meu caminho está bloqueado e não posso seguir em frente; sou um alvo fácil para o sofrimento; já não sei mais o que é paz; esqueci o que é felicidade, logo agora que não tenho muito tempo de vida.
As minhas forças estão chegando ao fim. Preciso direcionar meus olhos para a luz da aurora para confortar meu coração, porque minhas aflições precisam de consolação.
Por isto lembro do amor de Deus que nunca se acaba, e a sua bondade que não tem fim, todas as manhãs, renovo minhas esperanças. Isto é tudo que tenho, por isso confio e aguardo em silêncio no Senhor. Vou sofrer com paciência e me curvar com humildade, pois ainda pode haver livramento. Não vou me ofender com as ofensas e insultos dos outros, pois o Senhor não rejeita ninguém para sempre. Ele tem compaixão do meu sofrimento e não tem prazer na minha dor. O Senhor sabe o quanto foi desrespeitado os meus direitos; sabe do massacre que fizeram nas finanças que Ele mesmo me deu; sim, o Senhor sabe dos processos injustos que tenho passado.
Porque vou me queixar da vida se sei que ninguém pode fazer acontecer nada se Deus não quiser? Porque vou me queixar, se estou sendo castigado pelos meus pecados? Vou abrir meu coração e confessar arrependido meus pecados ao Senhor e voltar para Ele suplicando, até que, lá do céu, Ele me veja e tenha piedade de mim.
Então direi: O Senhor veio me socorrer e salvar minha alma. Não terei mais medo! Minha prosperidade será outra vez como era antes; ou será que o Senhor me rejeitou para sempre? Será que a Sua ira contra mim nunca vai acabar?
Ir. Clédio Monteiro
(inspirado no livro de Lamentações).
2003-10-14

Comentário:
“Queixas, resmungos, protestos, lamentações: são as notas mais dominantes do vocabulário do homem. Qualquer razão válida ou não é razão para tal coisa. Quando algo não sai como desejamos devidos às dificuldades cotidianas, ou devido a alguma falta daqueles que nos rodeiam, pelas nossas limitações, pelo sofrimento da vida, devido ao mau tempo, a inflação, etc. A queixa... reflete derrota interior diante das situações que se apresentam na vida. Longe de solucionar nossos problemas, aumenta-os, levando-nos ao mau humor, à depressão, e ao desânimo. Apaga o Espírito em nós, nos faz perder o gozo e a fé. Deus nos afirma em Romanos 8:28 "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus".
Portanto, devemos sempre dar graças a Deus por tudo (Ef 5:20). (compilado de Andreia B. Pestana)

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enviado por Clédio - Dio as 11:55:04. comentários[0]

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terça-feira, 7 de outubro de 2003



Encadeamento com a Bíblia!

Enquanto estudo à Bíblia, vejo que o encadeamento seqüencial dos livros (AT) no social, histórico e espiritual das passagens, tem muito haver com o que ouvir, vi, senti e experimentei, para que um dia fosse firmado minha convenção com Deus.
No grau de significação de Gênesis, Deus havia criado meu pai e minha mãe. Predestinado, eu era ainda um mar na escuridão, porem o Espírito de Deus movia sobre ele. Então, Deus disse:
– Haja vida!
E eu comecei a existir nela.
Minha recém-criada vida era como num jardim do Éden. Feito a imagem do meu pai, andava na presença dele, e nada me faltava; e na inocência, tinha o seu amor. Mas eis que veio o tempo do conhecimento do bem e do mal, e profeticamente, passei a experimentar minha realidade espiritual mediante esforço cansativo e doloroso, por haver tornado secundário a dependência do pai. Com ênfase no que é moral, contemplei constrangido a maldade das pessoas; assustei-me com as catástrofes da natureza; soube das promessas de Deus com simpatia, mas meu aspecto era descurar esse poder em pensamento, palavra e obra. Viajando para terras distantes, multipliquei minha geração por mais de 45 anos em cativeiro sem adoração a Deus, idêntico ao colapso de comunicação de Babel.
Comparando com Êxodo, a saída daquela vida de penúria e escravidão juntamente com minha família, deu-se pela misericórdia gratuita do Senhor, haja visto que já praticávamos aborto. Graça a façanha de um homem, que por muitas vezes falou comigo sobre a revelação do Senhor, e embora estivera sobre as ordens de Deus, encontrou grande resistência do “Faraó” que me dominava. Por fim, o mar da opressão se abriu, e pudemos atravessar com segurança para uma nova vida em liberdade.
Como dos Levitas, recebemos da Igreja, o aprendizado das leis para ordenar e governar nossa nova vida; e os regulamentos a respeito dos rituais e cerimônias.
Entretanto, apesar de toda nomenclatura e direcionamento recebido para nortear-nos na pureza da vida em familiar, no trabalho e na sociedade, grande Números de dificuldades, até mesmo conflitos por ciúmes e assalto seguido de seqüestro, foi o que encontramos nesse censo de “comunidade separada”, fazendo-nos vagar por mais de 4 anos no deserto dos neófitos, enquanto suscitava dúvidas se devíamos ou não continuar com destino a essa nova vida prometida.
Graças a Deuteronômio isto é, a recapitulação das leis de Deus, nos torna imune às pratica detestáveis dos pagãos. Neste tempo, encontramos lideres como Josué que nos ajudou a conquistar vitórias, nos fazendo filhos maduros para conviver na nova comunidade prometida, como servo fiel.
Nesta ocasião, experimentamos a paz, no entanto, por causa de constante desobediência em nosso meio, tivemos que nos submeter aos Juízes para livrar-nos da opressão do inimigo. Nisso, conhecemos o amor e a dedicação de irmãos que nos lembrou Rute.
E por falta de exatidão da verdade, desejamos ser governado pelo mundo secular, e implorando para imitar os pagãos, a igreja, como também Samuel nada pode fazer, a não ser permitir que nos submetêssemos ao governo dos reis deste mundo. O resultado, podemos ver relatado nas Crônicas da mídia que desnudam nossos fracassos e cativeiros por idolatria dos mandatários.
Doravante, o que se viu, foi uma vida ora dividida, ora derrotada e ocasionalmente reedificada com ajuda de lideres nomeados por Deus, tais como foi com Esdra e Neemias. Também fomos advertidos outras vezes do perigo, como Ester que livrara seu povo de um complô.
Mas houve tempo em que andávamos firme na fé, e no entanto, caímos em desgraça. Esse evento proporcionou para nós um exemplo de consolo ao saber que o Senhor por causa do acusador, prova aqueles que ele ama, como fez com Jó. E orando com louvor, adoração, confissão, gratidão e súplica, fizemos como o Salmista que confia no Senhor e permanece para sempre na fé.
E desta gratidão, recebemos de Deus a sabedoria de Provérbios que é a máxima do ensinamento e ética do viver uma vida correta.
E na busca de entender a felicidade do sentido da vida secular, como o pregador e filósofo Eclesiastes, fizemos perguntas que continuam presente na sociedade contemporânea. Assim como, degustando os poemas, como dos Cânticos dos Cânticos, contemplamos a respeito do gozo e o êxtase do amor, que dependendo do sentimento espiritual, pode ser aplicado ao amor de Cristo por nós, sua igreja.
Paralelo a este fato, Deus tem nos enviado mensagens, ora como as do profeta Isaias, a respeito do juízo final, de tempos de paz e tranqüilidade. Ora como as de Jeremias, que, alerta-nos para não cairmos em destruição. E também, como as parábolas de Ezequiel, que lamenta com preceitos morais, nossas oscilações.
Mesmo vivendo a péssima colheita dos maus dias, o Senhor nos mostra irmão como Daniel, que nos prova grade lealdade a Deus.
Em Oseías, para nos convencer do quanto, as vezes, somos infiel a Ele, Deus vale-se da experiência pérfida que ocasionalmente vivíamos no casamento. Ou, usa doenças de praga como em Joel, a fim de levar-nos ao arrependimento.
Porem, sempre vencemos a incredulidade, pois temos o Dom da fé; e nisto, vivemos tempos de prosperidade. E quando estamos ricos e abastecidos, Deus vem, no profeta Amós e nos fala ao coração para pensarmos nos pobres e oprimidos antes de pensarmos em nossa própria satisfação. Alertando-nos por Obadias, que o orgulho pode nos levar ao mesmo castigo imposto aos outros.
Firmes e amadurecidos na palavra, pelos constantes altos e baixos, somos nestes tempos chamado, como Jonas, a evangelizar os nossos inimigos e nada impedirá, mesmo contra nossa vontade.
Desta forma, o Senhor já nos mostrou que é bom, já disse o que exige de nós. O que ele quer, é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humildade e obediência ao nosso Deus, conforme Mequéias (6:8). E em Naum, ele mostra que destrói qualquer um por sua crueldade no dia a dia. E se ainda restar em nós alguma dúvida sobre a justiça e o sofrimento, podemos ver o diálogo de Deus com Habacuque.
Portanto, Deus não se cansa de anunciar o “Dia do Senhor.” Este dia mencionado em Sofonias, será a destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviverá para abençoar o mundo inteiro.
Em vista disso, quando cairmos em tentação, devemos restaurar primeiro o nosso espírito com Deus mesmo antes das nossas finanças. Este é o conselho de Deus em Ageu, que, reforçado por Zacarias, assegura-nos à ajuda e à bênção de Deus apontando nossa vida para um futuro brilhante.
E se acaso voltarmos, como numa espiral sem fim, a descuidar da nossa vida religiosa, nossos pastores, como Malaquias, por ordem de Deus, que nunca vai abandonar seu povo, passarão a nos inspirar novamente, falando-nos do “Dia do Senhor”. Amém!
Meu Deus - “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, quem sou eu, para que te lembres? e os meus filho, para que o visites? Contudo, pouco abaixo de Ti nos fizeste; de glória e de honra nos coroaste” (Sl. 8:5).

Ir. Clédio Monteiro
2003-09-29
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