A Alma no Mundo dos Espíritos



Por: Luiz Clédio Monteiro

“Minha alma, nunca dependa das emoções, mas da Palavra de Deus. Ore com fé pedindo ao Senhor que Lhe encha do Espírito Santo” (Luiz Clédio).

No princípio não tínhamos forma alguma, lançados num vazio, conseguimos uma face e com ela fomos parar num abismo profundo, como de um mar (Gn. 1:2). Lá encarnamos uma alma, e juntos conseguimos chegar à luz desta existência. Assim foi na mulher, quando espermatizada, engravidou e gestou até o dia de parir - efeito notório de um esforço prolongado.

Tudo começou com uma ação espermática. O espermatozóide se preparando corajosamente para enfrentar uma única vez, a maratona da espertatização do óvulo. O evento envolve nada menos que 300 milhões deles, e na maioria das vezes, só têm um vencedor. Portanto é preciso mostrar um desempenho acima da média, para ter o direito de entrar primeiro naquela macrogameta (célula sexual feminina) e então partir para uma outra existência, numa viagem sem volta, rumo ao desconhecido cheio de profunda metamorfose.

Mal consegue a proeza da fecundação, o pequeno passageiro do tempo, já com um novo nome, de zigoto, não tem tempo de pensar nos companheiros de maratona que ao encontrar a porta da cápsula fechada a sua frente, tiveram como destino a morte, isso porque o tempo não para, e as primeiras modificações já começaram a caminho da alomorfia (passagem de uma forma para outra) para chegar ao estágio de embrião (seu terceiro nome). Nessa altura quando termina a morfogênese geral ele já apresenta uma forma básica da espécie humana e novamente seu nome muda (pela quarta vez), para feto.

O próximo passo do passageiro na sua cápsula do tempo é a acepilhadura dos moldes do entendimento, que vem da união com a alma (E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente – Gn 2:7) conservando-se então suscetível (passível de receber impressões, modificações ou adquirir qualidades), até o momento do parto, quando será expelido da sua cápsula como num pouso forçado.

Nessa complexidade evolutiva, o feto e a alma se tornaram um só corpo; uma personalidade portadora de qualidades atribuída exclusivamente à espécie humana, quais seja a racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agir conforme fins determinados e o discernimento de valores, ao qual se atribuem direitos e obrigações dessa dualidade, embora envolvido nas virtudes e franquezas deste estado mortal.

Como um diamante bruto, que precisa ser trabalhado, o homem recebe o espírito, entidade imaterial pertencente a uma ordem sobrenatural, que domina a subjetividade (atividades psíquicas, sentimentais, emocionais, volitivas, etc.) da consciência e do pensamento, que se opõe ao das coisas corpóreas ou materiais, que soma como a 3ª pessoa da sua formação (corpo, alma e espírito).

O espírito é diferente da alma, que praticamente nasce com o corpo nas entranhas da carne. Ele não nasceu em nenhum corpo, ele vem das regiões celestiais e para operar seus dons, ele precisa de uma existência física. Numa comparação simples, se o corpo do homem fosse uma morada, a alma seria o endereço que o espírito precisava localizar para ser o inquilino. Aprofundar mais que isso, é penetrar nos mistérios de Deus, mas digo ainda que os espíritos sejam malignos e que apenas um, é Santo e Divino, refiro-me ao Espírito do próprio Criador Onipotente, Onisciente e Onipresente. Com exceção do Espírito Santo, a maioria deles vive vagando a procura de um corpo para invadir e possuir.

Por sermos homens de geração de pecado, recebemos no decorrer da nossa vida, espíritos malignos dos mais diversos, que nos oprime, levando-nos ao sofrimento. O acesso ao Espírito Santo, esta nova esfera de atividade benignas que pode nos levar a ter uma vida de paz, se dar com a alma “extra-branca”, pelo perdão pecados por Deus em nome de Jesus. E o seu crescimento está no potencial que o Espírito Santo ver, e não na perfeição da vontade dela, que é apenas um diamante a ser lapidado. Deus sabe se ela responderá ou não à direção a ser moldada, enquanto o Espírito Santo é o auxílio, socorro, amparo e fonte de informação que lhe exigirá uma alma humilde diante do Senhor para saber que fora chamado pela graça, mas que não tem nada de certo em si; e que deve apenas procurar ajudar a ser ajudada, através da obediência sendo aberta e honesta com Deus, consigo e com a família que o recebeu.

Somos uma dualidade se convertendo para uma trindade, na evolução do nosso ser, de forma que, quando essa dualidade recebe uma terceira parte para ser trindade, a primeira se vai, prevalecendo à dualidade novamente. Podemos conferir, quando o zigoto a 2ª parte ganhou o molde embrionário como 3ª parte, ele perdeu o seu lado de esperma que foi a 1ª parte; da mesma forma, quando o embrião ganha a forma de feto (3ª) o seu primeiro estágio de zigoto se desfaz.

Continuando, o feto recebe a alma e o embrião que ele era desapareceu. Agora na atual conjuntura, o corpo formando a 1ª parte e a alma encarnada, a 2ª, recebe o espírito, como a 3ª parte da trindade, e novamente o processo da dualidade vai disparar e certamente a alma gradativamente verá o seu lado corporal se degradar até morrer. Imaginamos o que virá compor com o espírito para que ele deixe a sua anfitriã, a alma; e a este que compôs o que receberia para substituir o lado espírito? E... Creio, no entanto que o Espírito encontrará o Salvador Jesus e a esse virá o Criador e nele fará morada eterna (Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada – Jo. 14:23).

Não nascemos, portanto, corpo, alma e espírito. Mas sim, no devido tempo nos tornamos corpo, alma e espírito.

Na evolução atual, é parte da natureza da alma se entender cada vez mais com o espírito e assim cultiva-lo com ardor até que ele seja a plenitude em duração e expansão da vida. Da mesma forma como é peculiar do corpo procurar um oposto para acasalar. Ambos procuram manter a eternidade. O Espírito ajuda a alma a vivificar uma existência incorruptível, enquanto o corpo se relaciona com outro corpo para perpetua sua espécie (O espírito é o que vivifica a carne para nada aproveita. Jo. 6:63).

O espírito, não é uma religião, nem uma força, mas a 3ª pessoa chagada na nossa formação. Ele pode ser maligno ou bendigno. Se bendigno, ele nos dar uma nova vida derramada em verdade, e vertente em justiça; onde Cristo é o motivo, o poder, o alvo; espelhado (At. 5:20). O próprio Senhor é esse Espírito, que continua a fazer e a ensinar. Sem o Espírito Santo, o relacionamento com o Pai e o Senhor Jesus é impossível. Ele instrui a alma sobre as obra, os dons, o poder e a esperança da ressurreição. A nossa nova etapa sem o corpo físico.

Mesmo que em certo momento (alma solteira) tenhamos sido invadidos pelos espíritos malignos que vagam em derredor da terra, o Senhor Jesus nos chama para a necessidade de nascermos de novo, ou seja, rejeitar em confissão esses espíritos e clamar por vontade própria a posse do Espírito Santo tendo Ele como nosso Salvador através do batismo.

As obras dos maus espíritos que vagam a procura de um corpo são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizade, porfia, ciúme, ira, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias e coisas semelhantes a estas (Gl. 5:19-21).

Mas o fruto do Espírito Santo é: o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl. 5:22-23).
Share on Google Plus

About Doutrina Cristã

0 comentários:

Postar um comentário

Não use o silêncio como a melhor forma de dizer Aleluia!
Deixe seu comentário.
Ele é muito importante.
Obrigado